domingo, 10 de julho de 2011

ILANA CASOY SOBRE SERIAL KILLER

O escriba Valdemir Mota de Menezes comenta:" Tenho a acrescentar ao discurso da Ilana Casoy que o Diabo e os seus demônios tem levado pessoas a cometerem homicidios desde os primórdios dos tempos, quando Caim matou seu irmão Abel. Devemos também levar em conta que muitos serial killers cometem barbaridades por estarem possuidos por demônios. Não quero com isso justificar e muito menos inocentar estes criminosos, mas desconsiderar as influênciar diabôlicas é fazer uma análise incompleta deste tema.

www.ipebj.com.br/.../aunaao-haa-defesa-contra-serial-killer-a



Crime /Iliana Casoy
“Não há defesa contra serial killer”
Ilana Casoy explica por que rezar é a única
arma contra esse tipo de criminoso

Rodrigo Cardoso

Por que não falou com um serial killer para fazer o livro?
Preciso concluir se o que eles têm a dizer vai contribuir para meu trabalho. Relato, como leiga, os casos. O serial killer é um mentiroso patológico. E não tenho técnica de interrogatório que induziria um diagnóstico. Para ter isso, leio laudos.
Mas não tem curiosidade?
Visitei o presídio da polícia militar Romão Gomes, onde um preso de lá, que gosta de escrever, conversaria com os condenados mais famosos e escreveria as histórias para mim. Conversando com o preso-escritor, perguntei se o Cirineu Letang, um PM serial killer que matou seis travestis, estava preso lá. E o preso me disse: “Tá! Por quê?”. Expliquei que preparava um livro sobre serial killers brasileiros. Aí ele se alterou: “O Cirineu é meu amigo. Ele é dez, um PM maravilhoso”. Fiquei apavorada. Imagina eu, numa sala, com um serial killer!
Temia que ele pudesse matá-la?
Não tenho medo de morrer e sim do sofrimento. Vamos lembrar do Tim Lopes. Qual o custo-benefício disso? O que um serial pode me contar que não saberia sem falar com ele? Tenho uma família que amo que não merece que eu me exponha tanto. O Tim, para o que se dispôs a fazer, tinha de estar na favela. Eu tenho de falar com um serial killer? Até hoje, não.
Vários alegam estar possuídos pelo demônio quando cometem os crimes. O que acha disso?
Todos arranjam desculpa para se tornar criminosos. O (Henry Lee) Lucas (que matou entre 6 e 200 pessoas) culpou a infância. O pai do (Jeffrey) Dahmer, canibal que matou 17, achava que o filho tinha um defeito no cérebro. O (Ted) Bandy disse que a pornografia estragou a vida dele. O (John Wayne) Gacy culpava as vítimas! Podemos culpar o demônio também. Mas é uma saída muito fácil, porque contra o demônio não tem cura.











Há como evitar um ataque?
Não há defesa contra serial killer. Rezar é a única coisa a fazer. Cairia na armadilha do Ted Bundy hoje, depois de escrever o livro. Ele se engessava, andava de muletas e pedia ajuda para carregar livros até o carro. Era galã, formado em direito e falava várias línguas. Eu queria que um assassino desse tipo fosse como o Freddy Krueger, porque aí sairia correndo. Mas ele não tem cicatriz, não anda torto, não tem parafuso no pescoço. É invisível, comum. E as pessoas também não têm noção de que são vítimas. Se eu sair no trânsito pendurada de brilhante e relógio rolex, estará escrito “vítima” na minha testa. No caso de um serial killer, você pode ser vítima porque é moreno ou alto. Tinha um na Grécia que matava quem o chamasse de baixinho!
Uma infância problemática é decisiva na formação de um serial killer?
São três os fatores: biológico, psicológico e social. Mas as infâncias de 82% dos assassinos são péssimas. Tem um serial killer americano que até os 8 anos era vestido de menina pela mãe. Pode imaginar um garoto ir para a escola vestido de menina, sapatinho de boneca? Ele era tão espancado em casa que perdeu um olho, tinha olho de vidro. Acha que pode sair um ser humano equilibrado daí?



Que fatores biológicos explicam o comportamento de um serial killer?
Há estudos que mostraram que a maioria deles no corredor da morte tem uma lesão na parte límbica do cérebro, que faz com que percam controle sobre emoções, como raiva e medo. Há uma pesquisa nova sobre uma enzima que alguns possuem desde o nascimento. São enzimas de busca de adrenalina e quem as possui precisa de mais adrenalina do que os outros. Esses indivíduos podem se tornar pára-quedistas, investigadores de polícia, equilibristas de circo ou, dependendo da infância e o meio social, vão para o crime.













No livro, só há uma serial killer mulher.
As mulheres matam em geral com veneno ou são “anjos da morte”: matam maridos doentes terminais. Mas essa mulher do livro (Aileen Wuornos, que matou sete pessoas nos EUA) mata como homem, atirando. Há muito menos mulher serial killer, 10%. A mulher quando abusada na infância, reage diferente do homem. Ela tende à depressão, suicídio, não é tão raivosa. Mas tem algumas que põem arsênico na comida do marido para matá-lo. O cara vai parar no hospital com problemas estomacais e a mulher continua levando sopa na cama para o marido com arsênico. Fica difícil de se descobrir. Também quase não existem negros serial killers. Achei interessante a explicação de um psiquiatra americano: quando uma criança negra é abandonada porque os pais são drogados ou alcoólatras, a avó assume a criação dela. Os laços familiares são mais fortes entre os negros.
A polícia brasileira está preparada para identificar um serial killer?
Alguns delegados sabem muito do assunto. A chefe da perícia da delegacia de homicídios de São Paulo dá aula de assassinos em série na academia militar. O Maníaco do Parque, se não confessasse as mortes, poderia ser condenado graças a uma única prova material levantada pela perícia. No braço de uma das vítimas foi fotografada de noite no meio da mata a marca de uma mordida do Maníaco. Ele foi levado para o DHPP oficialmente para um exame de fimose, mas tiraram um molde odontológico que, comparado com as fotos da mordida, combinou em todos os detalhes.












O Chico Picadinho (Francisco da Costa Rocha, serial killer brasileiro preso por estrangular e esquartejar duas mulheres) já cumpriu a pena. Por que não foi solto?
Ele não vai sair, muito por causa do erro que cometeram com o Luz Vermelha (João Acácio Pereira da Costa, condenado por 88 crimes, entre eles 4 assassinatos, e solto em 1997). O Luz Vermelha não poderia ser solto por poder matar de novo, mas porque era um nabo vestido de gente, era para o bem dele! Ele tinha sífilis 30 anos atrás. Imagina quanto essa doença degenerou o cérebro dele. Quando foi preso, era galã, recebia rosas vermelhas. Ao sair, era uma sombra do que foi. O psiquiatra que fez o laudo do Luz Vermelha foi execrado. Se o laudo fosse mandado para o papa, o Luz Vermelha seria canonizado. Falava-se de “o bom moço”, “o regenerado”. Soltaram-no e ele foi morto ao se meter numa briga.
Como estão mantendo o Picadinho preso?
A Justiça criminal não pode mantê-lo preso. Uma promotora entrou com um processo de interdição na Justiça civil, em 1998. É como se seu pai ficasse louco e gastasse todo o dinheiro da família e você o interditasse até que ele provasse não ser louco. O Picadinho nunca vai provar que não é louco. Ele não é louco e sim psicopata. E psicopatia não é doença e sim transtorno de personalidade e não tem cura. Ele é tão cruel que na infância lhe disseram que gato tinha sete vidas. Ele foi matando o animal, apunhalando, afogando e ficava vendo se morria mesmo.
E a pena máxima continua sendo de 30 anos.
Há duas curas para um psicopata: preso ou morto. Tem um psiquiatra russo que trata adolescentes com perfil de psicopata. As mães levam até ele os filhos que matam animais, ateiam fogo em objetos, têm fantasias de crimes, mas não mataram gente. Nenhum serial killer começa matando e sim com pequenos delitos. Tem um menino procurado pela polícia que esse médico esconde. Ele já estuprou e espancou uma moça. Vai matar!


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Crime /Iliana Casoy
Caçadora de serial killer
Sobrinha de Bóris Casoy, a escritora lança livro sobre os maiores serial killers do mundo, prepara a versão brasileira do tema e investiga, junto com a polícia, os crimes do Maníaco de Guarulhos
• Veja a galeria dos matadores
Rodrigo Cardoso

A dona-de-casa Cleonice Silva Martins, 25 anos, foi encontrada estrangulada com um pano de prato amarrado ao pescoço. Apresentava sinais de que havia sido vítima de violência sexual. Nenhum vizinho ouviu pedidos de socorro. Ao chegar em casa, o marido de Cleonice a encontrou deitada na cama seminua e notou que haviam sumido o videocassete e o telefone. O crime aconteceu em Guarulhos, na Grande São Paulo, e teve tímida repercussão em alguns jornais paulistas. Intrigada, a escritora Ilana Casoy ligou para o delegado João Roque Américo, que cuida do caso. Após apresentar-se, ela afirmou:
– Não foi um simples latrocínio (morte seguida de roubo). A vítima era o objeto do criminoso. Faça uma pesquisa nas delegacias daí. Ou há casos semelhantes ou outros irão acontecer.
– Não há outros casos. A taxa de homicídios caiu – disse o delegado.
– Doutor, esse tipo de crime não tem nada a ver com a violência urbana. Tem um serial killer agindo por aí e as mortes que ele causa estatisticamente não são relevantes.
Sobrinha do apresentador da Record Bóris Casoy, Ilana falava com conhecimento de causa. Autora do livro Serial Killer – Louco ou Cruel? (editora WVC), ela é a primeira no País a relatar a insana crueldade de 14 famosos assassinos em série do mundo e levantar questões sociais, biológicas e psicológicas que explicam a transformação de um indivíduo normal em assassino que mata a sangue frio e sem uma razão lógica.
Dias depois do telefonema de Ilana, a polícia de Guarulhos descobriu outros seis crimes com as mesmas características, além de duas vítimas que sobreviveram a um ataque parecido ao de Cleonice. Divulgou um retrato falado daquele que passou a ser conhecido como Maníaco de Guarulhos. A escritora foi chamada para uma reunião com as autoridades e, ao final, passou a viver na vida real o que sempre pesquisou em livros. Estava, junto da polícia, à caça de um serial killer. “Anotei várias dicas da Ilana. Vamos trabalhar juntos no caso”, diz o delegado João Roque. “Nossa polícia não está preparada para investigar um criminoso violento como o serial killer. Há uma resistência em aceitar a existência dele, porque o mitificam como uma figura hollywoodiana.”


Aos 42 anos, casada e mãe de dois filhos, Ilana formou-se em administração de empresas na Fundação Getúlio Vargas e sempre se intrigou com os homicídios que lia nos noticiários. “Não me satisfazia saber que fulano matou 10, escalpelou e praticou necrofilia com a vítima”, diz ela. “A crueldade é inerente ao ser humano. Mas por que nesses assassinos ela é exacerbada, sem limite ou censura?”
Disposta a buscar respostas, fez um pedido ao marido quando estava com 39 anos e 11 meses. Em comemoração ao 40º aniversário queria como presente um ano de aluguel pago de uma pequena sala próxima de sua casa. Queria se afastar do ambiente familiar para realizar o sonho de escrever um livro sobre serial killers. Ilana ganhou o aluguel da sala e nela passou a almoçar, pesquisar, debater via internet em grupos de discussões internacionais, e chorar algumas vezes. Compaixão, raiva e impotência a emocionavam. Ao iniciar as pesquisas pela infância do serial killer, sentia pena do menino, referia-se a eles pelo primeiro nome. Conforme o espírito pueril dava lugar ao demoníaco, o semblante e o tom de voz da escritora mudavam: “Da criança tinha pena. Do serial killer, ódio”.



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Ela escapou de um serial killer
Paulista relata como sobreviveu ao ataque do Maníaco do Parque, o serial killer mais conhecido do País
Ele me abordou e disse que estava selecionando moças para a Avon e que, mensalmente, eu receberia R$ 700. Eu andava pelo Parque do Ibirapuera. Estava me separando e pensava como criaria meu filho sozinha e desempregada. Aceitei e subi na moto dele, mesmo com medo. Fomos para o Parque do Estado. Ele estacionou a moto. Percebi que a mata não tinha fim e que era uma tentativa de estupro. Tentei correr, não conseguia por causa dos galhos, tropecei, aí ele me levantou com uma gravata no pescoço. Ele falava: ‘Cala a boca, vagabunda, porque eu sou um psicopata’. Ele me batia muito, com a mão suja de terra: ‘Vou acabar com você e com seu filho’. Inventei uma história: ‘Tô grávida’. E ele falava: ‘O que importa sou eu’. Ele já estava pronto para praticar o estupro quando eu disse: ‘Você não vai fazer. Tenho HIV e amanhã vamos ser dois aidéticos no mundo’. Ele não chegou à penetração. Praticou sucção nos meus seios, que ficaram roxos e chegaram a rachar. Ele me obrigou a fazer sexo oral, mas antes disso eu gritava tanto que ele disse: ‘Vou te dar uma chance. Vou te dar 2 minutos para você fugir. Se você conseguir correr, está livre. Se não, eu te mato e como morta’. Achei melhor ficar ali. Ele rodou o dedo e falava: ‘Eu sou psicopata, aqui tem muitas que eu matei e estão enterradas’. Ele pegou meu cabelo, deu duas voltas e me arrastou, como um cachorro, em direção a uma cabana. Arrebentou a alça de uma bolsa, me amarrou na árvore e dizia que ia pedir a Deus pelo que fez, porque sabia que não era certo, que fazia isso com todas que tinham características iguais às minhas, porque tinha uma ‘vagabunda de uma noiva’ que largou ele no altar. Depois disso, pediu perdão e falou: ‘Vou até a avenida e vou pedir para alguém te soltar’. Não esperei. Me soltei e pedi socorro.
S.A.N.O., 18 anos na época do crime, em novembro de 1997



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Crime /Ilana Casoy
Caçadora de serial killer
continuação

Em dois anos Ilana juntou tanto material que, para 2003, já prepara Yes, Nós Temos Serial Killer, coletânea pioneira com as 30 histórias mais intrigantes de assassinos em série do Brasil. “Pela internet qualquer pessoa entra na corte americana e lê o processo que quiser. Aqui, tem de saber a quem perguntar.” E ela teve sorte. Leiga até então – não sabia o que era uma petição –, Ilana conseguiu uma mesa ao lado da de um desembargador aposentado responsável pelo Museu do Crime (SP).
No Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhou o trabalho da perícia. “Dizia a ela que, se viesse muito aqui, entraria na escala da equipe. Ficou amiga de todos e, quando alguém aniversariava, ela trazia bolo para nós”, conta Jane Belucci, perita criminal chefe do DHPP.
Certa vez, Ilana ligou para o marido avisando que havia saído numa viatura da polícia e estava em Capão Redondo, um dos bairros mais violentos de São Paulo, analisando um local de crime. Em casa, porém, é uma mulher que gosta de maquiagem, roupas bonitas e de cozinhar. “Não tomo café da manhã sem estar bem vestida. Meu marido não tem de tomar mais sustos. Já bastam minhas histórias.”





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Números do medo
82% dos serial killers sofreram abusos na infância
5% dos serial killers estavam mentalmente doentes no momento dos crimes
De 35 a 500 é o número de serial killers soltos
93% dos serial killers são homens
65% das vítimas são mulheres
75% dos serial killers conhecidos no mundo estão nos Estados Unidos
Fontes: FBI, John Douglas e Nacjd (National Archive of Criminal Justice Data)



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SERIAL KILLER

Artigo 1 – Todo serial killer nasce livre e igual em dignidade e direitos. Mas basta crescer um pouco para começar a matar aula e gostar da brincadeira. Cresce matando o tempo, enforcando feriados, sufocando seus sentimentos e fuzilando as pessoas com o olhar.
Artigo 2 - Todo serial killer tem o direito de ter um hobby, como, por exemplo, colecionar pele humana;
Artigo 3 - Todo serial killer tem o direito de apreciar um bom banho... de sangue;
Artigo 4 - Todo serial killer tem o direito de ser fluente em latim, uma lingua morta;
Artigo 5 - Todo serial killer tem o direito de preferir campeonatos de futebol decididos no mata-mata ou com morte súbita;
Artigo 6 - Todo serial killer tem o direito inalienável de ser um destruidor de corações, pulmões, rins, figados etc;
Artigo 7 - Todo serial killer tem o direito de ser um péssimo jogador de futebol. Tão ruim que acabe sempre enterrando o time;
Artigo 8 - Todo serial killer tem o direito de apreciar o corpo de bombeiros, mas não ter nada contra os outros corpos;
Artigo 9 - Todo serial killer tem o direito de admirar Sigmund Freud e levar a ferro e fogo o conceito de que devemos matar nossos pais;
Artigo 10 - Todo serial killer tem o direito de gostar de inseticidas que não matem apenas os insetos.



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